BLOG DO RONY CURVELO

Espero que todos os que acessem este blog e demonstrem interesses pelos artigos aqui escritos, possam contribuir com suas opiniões e observações.

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domingo, 10 de julho de 2011

“....quam minimum credula postero” *

Por Rony Curvelo

Durante a presidência de Juscelino Kubistchek o brasileiro sentiu euforia e esperança, especialmente depois de muitos anos de problemas com os governos anteriores. Nos anos seguintes caímos na realidade e a desgraça atingiu, mais uma vez, o país. No lado político, os problemas foram ocasionados pela ameaça terrorista, que o comunismo representa com idéias totalitaristas, quando tentaram impor ao Brasil um novo e maligno sistema de governo, o que deu motivos para as forças armadas, sair em defesa do regime vigente.

Com a forte reação dos militares, nossa economia que estava cambaleando já há alguns anos, acabou por derrotar nosso desejo de dias melhores e esperança no futuro. Foi tudo por água abaixo.

Com a chegada do governo militar, acabamos vivendo anos de ditadura de direita. Livramo-nos do que poderia ter sido a ditadura de esquerda e ficamos presos ao mesmo mal, só que da direita.

No governo militar do presidente Ernesto Geisel, o milagre econômico ressurgiu, representado pelo orgulho do petróleo e o re-inicio de muitas obras, em grande parte graças ao investimento externo que gerou o endividamento do país em grande escala. O povo, mais uma vez, animou-se. Os investimentos estavam a todo vapor, mas a alegria demorou pouco.

Nos anos seguintes a inflação tomou conta do país, culminando com a vergonhosa declaração de moratória internacional, quando o presidente Sarney mandou avisar ao mundo que não pagaria aos credores. O mundo fechou todas as portas para o Brasil. Outra vez, nossa esperança foi-se.

Qual a relação dos dois momentos aqui mencionados e os dias atuais? Quais os erros do passado que agora vejo repetir-se?

A falta de preparação durante as fases favoráveis para enfrentar os momentos difíceis.

É regra. Nas fases de fartura e bonança devemos preparar-nos para os eventuais problemas que as fases desfavoráveis nos trazem. No entanto, o comportamento político do momento não indica que estamos no caminho certo.

Vivemos uma fantasia e que a grande maioria do povo brasileiro não sabe que existe e não consegue enxergar.

Definitivamente há algo profundamente errado nas contas do Estado brasileiro. É certo e sabido que vivemos num estado patrimonialista, em parte razão de todo o risco econômico. A situação se agrava e corremos o risco de ver, num futuro próximo, mais uma vez, o gigante voltar a dormir em berço esplêndido.

Apresentamos os mesmos sinais e características dos Estados Unidos antes da crise de 2008. Conhecemos os erros, por que não evitá-los?

No passado a poupança era o xodó dos brasileiros, hoje nem tanto, apesar de ter sido sempre deficitária. Acontece que no passado era mais um fato negativo entre tantos, hoje é particularmente negativo e preocupante.

O Brasil é o país de menor poupança interna do mundo. A poupança está negativa (-1.5% do PIB). Numa linguagem mais clara: A poupança é negativa por que para comprar bens e serviços, o brasileiro gasta e compromete os salários futuros.

Todas as vezes que você compra a prazo, no cheque ou no cartão, você colabora para negativar a poupança.

A única poupança que cresce, e muito, é a externa, que custa muito caro ao país.
A poupança externa é o dinheiro de outros povos, de outros países e que usamos aqui, pagando juros maiores do que pagamos aos poupadores brasileiros. Esta poupança corresponde a 2,5% do PIB e o máximo recomendável é 3%.

O crescimento econômico será maior quanto maior for a taxa de poupança e investimento, porém corremos o risco de ver este dinheiro que vem de fora e que deveria ser usado apenas para investimento no desenvolvimento, ser usado para aumentar a divida individual e para o consumo. É óbvio que isto é uma bola de neve com proporções catastróficas. O certo seria o governo controlar-se e com responsabilidade usá-lo na forma de investimentos para promover o desenvolvimento.

A taxa de crescimento se mede pelo investimento e não pelo gasto.

Já os empresários, que fecham os olhos para a poupança negativa, continuam calados. Não se pode pensar em promover o consumo comprometendo a renda futura. Uma sugestão ao mercado é acabar com as prestações a prazo e fazer o layaway. Sistema onde você paga antecipado todos os meses e ao completar o pagamento, leva o bem ou o serviço.

A POLÍTICA DOS IMPOSTOS
Para cada R$100,00 que ganhamos R$ 36,00 (36%) se vão de impostos para os cofres do governo federal para poder fazer as suas farras, gastos e uns poucos investimentos. Por outro lado e somado a arrecadação dos nossos proventos, tem o déficit nominal: O governo gasta o correspondente a 2% do PIB a mais do que arrecada.

Portanto, somados os 36% dos nossos salários + 2% a mais que é usado, são 38% do PIB que é administrado pelo governo brasileiro.

Mas para que reclamar se somos parte do problema e coniventes com ele? Vejam por que:

50 MILHÕES DE CHEQUES

Não só coniventes, somos co-participes deste crime econômico financeiro, pois sem saber nos calamos diante de um verdadeiro descalabro. A impressão é que temos um pacto de silencio político econômico, uma vez que aproximadamente 150 milhões de brasileiros vivem direta e indiretamente de 50 milhões de cheques emitidos mensalmente pelo governo para pagar aos seus funcionários (200 bilhões= 33% do PIB) e os pensionistas, aposentados, participantes do bolsa família, inativos, os que estão assegurados pelo seguro desemprego e os pobres, deficientes, idosos que participam de vários programas sociais do governo, num total de 90 bilhões de reais (15% do PIB).

Esta carga social que corresponde a 15% do PIB, é um fardo social que o governo nos impôs. É certo do mérito de ajudar aos mais necessitados, mas a forma ideológica e até irresponsável dos anos Lula, põe em risco uma nação inteira que deverá pagar um preço alto no futuro, sem garantir aos que se beneficiam a continuidade da ajuda.

Pagamos 36% de tributos ao governo e mantemos 150 milhões de pessoas. Temos, portanto uma renda financiada por impostos.

Dentre os 50 milhões de pessoas restantes que não dependem destes programas, grande parte vive de empréstimos do Estado. Já o empresariado tem subsídios, financiamentos e favorecimentos, tirando destes empresários o poder de critica e tornando-os cada vez mais dependentes, coniventes e silenciosos, medrosos de perder o apoio do governo, em especial seu braço financeiro o BNDES.

Dos 38% o governo nos devolve em serviços apenas 2%.

GASTOS E INVESTIMENTOS

O PIB é a soma do consumo, dos investimentos realizados, dos gastos do governo, do volume de exportações, deduzindo o volume de importados.

O governo gasta, em alguns casos e investe, em outros, assim:

15% (R$ 90 bilhões)-Aposentadoria e pensões, sendo que apenas 4% (R$ 36 bilhões) vêm da arrecadação dos ativos e os restantes 9% (R$ 54 bilhões) saem do tesouro. Quer dizer que a aposentadoria e pensões dos inativos, não são pagas pelos que estão ativos. O governo tem tirar de outras áreas para cumprir a diferença.

4.5% (R$ 27 bilhões) Educação

7.5% (R$ 45 bilhões) Saúde

7% (R$ 42 bilhões) Juros da divida pública

4.25% (R$ 25 bilhões) Amortização da divida

1.75% (R$ 9 bilhões) Investimentos e manutenção da infra- estrutura, segurança, agricultura, ciência e tecnologia.

33% (R$ 200 bilhões) Pagamento ao funcionalismo público.
Apenas para fechar a conta com os 100%, incluo os 29% restantes (R$ 174 bilhões) que é o valor aproximado das exportações.

A critério de referência, os Estados Unidos gasta, depois da crise, apenas 3% do PIB , antes porém, o gasto americano era de 15% do PIB. Mas o Brasil sem preocupar-se com o futuro gasta 48%. Será que agüentamos?

E quais os principais problemas?

Problemas 1: Previdência

O Brasil paga a mais generosa pensão do mundo, que segundo a constituição não pode ser inferior a um salário mínimo.

O Brasil arrecada 30% do que se paga a previdência, logo 70% do valor sai do tesouro. Portanto a previdência é negativa. O Brasil gasta o dobro para cobrir o déficit da previdência, do que investe com toda a Educação.

Pela ação do governo, três milhões de inativos e pensionistas, são mais importantes do que quase 40 milhões de crianças que freqüentam a escola.

Problema 2: Funcionalismo público

Nos primeiros anos do governo Lula, foi feito uma pequena reforma da previdência que chegou a proibir os novos ingressantes que já fossem contratados como celetistas, mas como até hoje não foi regulamentado, continuam como estatutários.

Os funcionários Celetistas têm contrato de trabalho. O custo deste funcionário é infinitivamente menor do que o Estatutário.

O Estatutário é definido por um conjunto de regras que regulam a relação funcional entre o servidor e o Estado. Esse regime outorga aos servidores públicos um conjunto de proteções e garantias específicas para o exercício da função pública. Entre elas, a estabilidade após três anos de exercício.

Problema 3: Os desvios, leia-se roubo.

Para este tópico prefiro não comentar. Sugiro que leiam os jornais para histórias atualizadas.

O que consegue em grande parte manter todos estes gastos e investimentos é a enorme carga tributária que sai dos nossos bolsos.

As commodities, por outro estão valorizadas, mas vão acabar ou diminuir de forma considerável num futuro próximo. E é ai que o perigo nos ameaça.

Já o governo que tem se mostrado incompetente na criação da infra estrutura, não quer diminuir os impostos e ainda por cima, mais uma vez ataca o povo, que será o único prejudicado, ao querer desvalorizar o real em relação ao dólar. E não me venham com a hipocrisia de dizer: “Mas o pobre não tem dólar”. O pobre compra produtos importados é só ir à Rua 25 de Março, aqui em SP e lá vai encontrar produtos a partir de 0,50 centavos de real que vem de algum lugar fora do Brasil.
Portanto, TODOS nós sairemos prejudicados com a desvalorização do real.

Sobra apenas uma saída: O círculo vicioso do pagar imposto e torcer para ser um dos 150 milhões que se beneficia com um dos 50 milhões de cheques que o governo emite. Boa sorte!

* Horacius Flacus - poeta romano
Tradução: “....não confio no futuro”

sexta-feira, 8 de abril de 2011

UM CRIME PARA NOS FAZER PENSAR

Não vou dizer tudo o que penso sobre o assassino de Realengo, no Rio de Janeiro, mesmo por que nada adiantaria. Porém são vários os aspectos a serem analisados e lições a aprender deste episódio.

O primeiro é que deve-se instituir no Brasil o horário integral em todas as escolas, de todos os níveis, privadas e públicas. Com esta medida, o controle de quem não está na sala de aula, lugar de toda criança, é fácil de fazer. O controle me refiro.

Segundo, que nas escolas, onde está o nosso bem maior: nossos filhos, há que ter segurança, sim. Há de ter controle de quem entra e sai, sim. Há que haver detector de metais, sim.

Se nos bancos há um controle rígido onde apenas guardam dinheiro e papel, por que nas escolas onde guardam, durante grande parte do dia, nosso maior tesouro, não tem segurança alguma?

Terceiro: A arma usada pelo sujeito foi roubado de um outro. A população está armada. Logo, faz-me lembrar que há alguns anos, foi feito um plebiscito contra o desarmamento. E olha que eu participei de passeatas em prol da proibição, lembro que era para votar pela vida no número 2. Bem, à vocês que votaram contra, ou seja a favor de que pudesse comprar armas facilmente, eu pergunto: Como está a consciência? Quais são os seus sentimentos?

A mesma arma que hoje poderia estar proibida, foi parar nas mãos de um doente que matou crianças. Meninos e especialmente meninas da idade de muitos nossos filhos.

domingo, 26 de setembro de 2010

NÃO SE ATREVAM A TOCAR EM NOSSOS DIREITOS

Orgulho-me de ter sido o primeiro a levantar o perigo que nos ameaça nos próximos dias. O eminente perigo ver nossos direitos básicos vilipendiados em nome de uma ideologia atrasada, misturada a um programa de governo moderno, que está sendo implementada por uma facção, que já há algum tempo vem tentando mandar no Brasil.

Os dois principais jornais do Brasil no domingo, 26 de setembro de 2010, unem-se a corrente de alerta e trás nas suas páginas principais, artigos que de forma resumida transcrevo-os aqui.

O Jornal ESTADO DE SÃO PAULO lembra das coberturas importantes da imprensa e dos mais recentes escândalos, que envolvem figuras do governo, além de ressaltar a reação habitual e pouco democrática de um presidente sem postura e que freqüentemente desrespeita a liturgia do cargo que ocupa. O Estadão disse:


Lula, que tem o mau hábito de perder a compostura quando é contrariado, tem também todo o direito de não estar gostando da cobertura que o Estado, como quase todos os órgãos de imprensa, tem dado à escandalosa deterioração moral do governo que preside.

O presidente Lula tem, como se vê, outro mau hábito: julgar os outros por si. Quem age em função de interesse partidário é quem se transformou de presidente de todos os brasileiros em chefe de uma facção que tanto mais sectária se torna quanto mais se apaixona pelo poder. É quem é o responsável pela invenção de uma candidata para representá-lo no pleito presidencial e, se eleita, segurar o lugar do chefão e garantir o bem-estar da companheirada.

O que estará em jogo, no dia 3 de outubro, não é apenas a continuidade de um projeto de crescimento econômico com a distribuição de dividendos sociais. Isso todos os candidatos prometem e têm condições de fazer. O que o eleitor decidirá de mais importante é se deixará a máquina do Estado nas mãos de quem trata o governo e o seu partido como se fossem uma coisa só, submetendo o interesse coletivo aos interesses de sua facção.

E o que dizer da postura nada edificante de um chefe de Estado que despreza a liturgia que sua investidura exige e se entrega descontroladamente ao desmando e à autoglorificação?



Já a FOLHA DE SÃO PAULO no seu editorial de hoje reafirmou seu compromisso com a verdade e a liberdade de expressão, lembrando que o Governo Lula deu enorme contribuição ao crescimento do Brasil, melhorando a condição de vida de muitos brasileiros MAS que nem por isso seu governo pode julgar-se acima de críticas. O direito de inquirir, duvidar e divergir da autoridade pública é o cerne da democracia, que não se resume apenas à preponderância da vontade da maioria.

Se existe risco à vista, é de enfraquecimento do sistema de freios e contrapesos que protege as liberdades públicas e o direito ao dissenso quando se formam ondas eleitorais avassaladoras, ainda que passageiras.

Lula e a candidata oficial têm-se limitado até aqui a vituperar a imprensa, exercendo seu próprio direito à livre expressão, embora em termos incompatíveis com a serenidade requerida no exercício do cargo que pretendem intercambiar.

Fiquem ambos advertidos, porém, de que tais bravatas somente redobram a confiança da utilidade pública do jornalismo livre. Fiquem advertidos de que tentativas de controle da imprensa serão repudiadas-e qualquer governo terá de violar cláusulas pétreas da constituição na aventura temerária de implantá-lo.


Declaro com todas as letras e para que não fiquem dúvidas, se houver tentativa de retirar direitos básicos adquiridos, liberdade de ir e vir, além da de expressão, serei um dos primeiros a partir para a luta, inclusive se necessário for, armado. Este país não será uma Cuba e muito menos uma Venezuela. E isto haveremos de defender a qualquer custo, inclusive com a morte.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

terça-feira, 21 de setembro de 2010

LIberdade de Expressão

Só e apenas só, o fato de estarmos aqui falando sobre direito de expressão e liberdade da imprensa, já é perigoso. É a prova de que no Brasil, estas conquistas ainda não são definitivas e nem fortemente estáveis.

Esta semana o chefe da máfia do mensalão José Dirceu, e que terá papel importante em um provável governo da candidata petista, disse com todas as letras: a imprensa tem excesso de liberdade.

Já o Presidente fez da mentira oficial, a verdade absoluta.

Por outro lado, ontem vimos os ladrões do Amapá chegarem em seu Estado e ao invés de esconderem suas caras de vergonha pelos crimes cometidos, se enrolaram na bandeira do Estado e com discurso de vitima fizeram carreta na companhia de 20 mil cúmplices.

A falta de respeito até mesmo com a mentira supera à lei, a ética, a razão e a democracia. Respeito a esquerda brasileira pela luta outrora travada, mas depois que os canalhas e cínicos que se intitulam esquerdistas, companheiros no roubo do dinheiro público, a esquerda tornou-se sinônimo de ladroagem. Que pena!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A culpa é das eleições

A cada dia que passa, mais casos envolvendo a Casa Civil aparecem. Hoje os jornais trazem a notícia que Erenise Guerra, já estava na luta com o esquema de tráfico de influência, quando era o braço direito da outra ex-ministra, agora candidata.

Com a intenção de nos fazer de completo idiotas, os banditos e corruptos que invadem as instituições estatais no Brasil, quando são pegos em atos ilícitos, como este, dizem que trata-se de perseguição política, campanha eleitoreira. E se for? E daí?

Que tal discutirmos a acusação, as provas e os fatos?

Os ladrões que se escondiam nos cargos de senadores, governadores entre outros do Amapá e que ainda estão presos, deram a mesma desculpa: perseguição política.

Chega de bobagens, chega de ladroagem, chega de cara de pau.

Que queimem no inferno!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

BRASILEIROS HIPÓCRITAS

SERÁ QUE OS NOSSOS VALORES MUDARAM? SERÁ QUE O GRANDE MOVIMENTO PRÓ MORALIDADE DOS ANOS 90 ERA FALSO? ATÉ QUANDO O BRASILEIRO PREMIARÁ A BANDIDAGEM, O MALFEITO, O ILEGAL, A BANDALHEIRA, SANTIFICANDO OS CULPADOS?

POR MUITO MENOS OUTRO SOFREU E CONTINUA A SOFRER. O QUE MUDOU?

SERÁ QUE NÃO NOTAM, QUE RUMAMOS AO LADO OPOSTO DO QUE TENTAMOS CONQUISTAR AO LONGO DOS ANOS? QUEREMOS UM PAÍS SÉRIO, HONESTO E SEM ROUBO E SEM POLÍTICO LADRÃO.

QUANTO MAIS ESCANDÂLOS, ROUBO, R O U B O, MAS VOCÊS APLAUDEM E REVERENCIAM?
QUANTO MAIS ESCANDÂLOS APRESENTAM-SE, MAIS APOIO VOCÊS DÃO?
CONTINUAM A ROUBAR, DESVIAR E NADA.

SERÁ QUE RESERVA-SE AO BRASILEIRO O PAPEL DE VASSALO E ADULADOR?

ALÉM DE VER A SOCIEDADE BRASILEIRA TORNA-SE CÚMPLICE DE VÁRIOS CRIMES QUE DE PÚBLICO ABOMINAM, NO SECRETO APOIAM.

HÁ IMUNIDADE PARA A FALCATRUA DESDE QUE SEJA COMETIDA POR ALGUNS?

QUE PENA QUE APESAR DO BRASIL ESTÁ INSERIDO NO MERCADO INTERNACIONAL, A CABEÇA DOS BRASILEIROS É DE PERSONAGENS DE UMA REPUBLIQUETA AINDA EM FORMAÇÃO.

O QUE MAIS PREOCUPA NÃO É O GRITO DOS BANDIDOS, LADRÕES, DOS CORRUPTOS, DOS DESONESTOS, DOS SEM-CARÁTER, DOS SEM ÉTICA. O QUE MAIS PREOCUPA É O SILÊNCIO DOS BONS.

sábado, 20 de março de 2010

NUNCA NA HISTÓRIA DESTE PLANETA

“Intenções risivelmente ingênuas”

Há uma semana no programa Notícias e Mais, comentei que o Presidente Lula, quer ser o próximo secretário-geral da ONU. Agora a notícia se espalhou pelo mundo e a idéia é confirmada por vários jornais, inclusive o britânico "The Times".

Quanto vale o cargo de secretário-geral da ONU? Provavelmente a compra de vários caças franceses. Agora começamos a entender por que Lula quer tanto agradar ao presidente Francês Nicolas Sarkozy. Mas será que a França tem esta força toda para impôr um candidato?

A viagem de Lula ao Oriente Médio não se pode chamar de fracasso, mas tão pouco atingiu sua meta. Acabou desagradando muita gente poderosa. A secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, disse que eram intenções “risivelmente ingênuas” querer resolver a crise da região.

As recentes declarações apoiando ao regime assassino de Castro em detrimento de apoiar aos dissidentes presos na ilha, aproximar-se de Mahmoud Ahmadinejad e apoiar a Argentina na briga pelas ilhas Falklands, com certeza foram as gotas que faltavam a um banho de água fria nas pretensões.

O atual secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon tem forte apoio dos países para reeleger-se no final de 2011, incluindo os Estados Unidos e Reino Unido que tem poder de veto a aventuras como esta que Sarkozy quer emplacar.

Conversei com representantes de quatro embaixadas ligadas as Nações Unidas em Nova Iorque e todos confirmaram que havia um lobby crescendo para tornar Lula candidato no próximo ano, mas que recentemente perdeu forças. O Único que ainda continua é o Presidente Francês. Seguramente, ele manterá este apoio até que o Brasil compre e pague os caríssimos e desnecessários caças super sônicos.

LULA LÁ NAO É LULA AQUI

PUBLIQUEI ESTE ARTIGO NO DIA 5 DE AGOSTO DE 2009 E AGORA VEJO NOS JORNAIS E REVISTAS O MESMO CONCEITO DO MEU COMENTÁRIO SENDO REPETIDO.
PORTANTO, DECIDI REPUBLICAR PARA QUE OS QUE NÃO TIVERAM A OPORTUNIDADE DE LER ANTES FAÇAM AGORA.

Quando Lula tomou posse e se deu conta de que ser governo, era totalmente diferente de se fazer oposição, muitas das suas convicções e posições foram se moldando e modificando com cada tapa de realidade que recebia. O Brasil amadurecido, jamais deixaria que as idéias atrasadas e fora de época, que ele e seus fiéis seguidores, muitos dos quais estão ai no governo, tomassem conta do Brasil. Já imaginou sermos obrigados a passar o que hoje a Venezuela passa? E olha que a Venezuela já foi considerada o melhor exemplo de democracia da America Latina. Hoje, coitados! Estão entregues nas mãos de um louco, descontrolado, desagregador e por que não dizer também, perigoso.
O Lula não pôde implementar durante o seu governo as idéias esquerdistas, pouco democráticas e com víeis ditatorial, que ainda irrigam suas veias, por que o povo brasileiro mudou e sentiu os benefícios de um pais livre, soberano, movido pela liberdade da economia. Viu e gostou de ter acesso ao que havia de melhor no mundo, desde computadores modernos à comida de qualidade e especiarias, ficou competitivo no mercado internacional, a moeda se fortaleceu, a inflação se controlou e o povo passou a gozar de relativa paz e harmonia.
Com este quadro não havia, como não há, espaço para idéias sem nexo. Lula soube desviar os seus rancores e frustrações, por não implementar no Brasil uma ditadura de esquerda, e canalizou a energia para manter a estabilidade alcançada na econômia. Preferiu assim optar pelo lógico: time que se ganha não se mexe. Deu certo! O Presidente tinha que ter uma válvula de escape, depois de tanto reprimir seus pensamentos e instintos. Já que era muito difícil colocar em prática suas idéias, em solo verde e amarelo, partiu para atuar no exterior e lá esbaldar-se.
Sabe-se que o Ministro das Relações Exteriores Celso Amorim, é um vermelhão e adoraria ser o ministro das relações exteriores de Chávez- O Louco. Marcos Garcia, vulgo Marcos Top-Top, com certeza teria múltiplos orgasmos se fosse chamado para comandar uma tropa de assassinos de Fidel Castro e por ai vai. Com esta dupla comandando as posições do Brasil mundo afora, vejamos algumas das suas estripulias.
1. Aproximaram o Brasil do Irã. Fomos na contra mão do planeta. Quando todos os países condenaram as eleições fraudulentas que elegeram Mahmoud Ahmadinejad, Lula deu apoio.
2. Falar de Cuba é até brincadeira. Enquanto Amorim e Garcia se lambem ao ouvirem falar de Castro, se coçam ao comentar sobre a ditadura no Brasil. Como se houvesse diferença entre ditaduras de esquerda ou direita. Como se os 336 desaparecidos no Brasil, valessem mais do que os 11.400 que morreram tentando escapar do regime de Castro, sem falar dos fuzilados, torturados, reprimidos, presos e assassinados. Hoje, agosto de 2009, não há nenhum preso da época da ditadura no Brasil, já em Cuba ainda restam 50, entre eles 27 jornalistas.
3. Lula se abraça e troca afagos com o ditador do Sudão, Omar Hasan al Bachir, auspíciado, apoiado, incentivado por nosso sempre disposto comunista de carteirinha Celso Amorim. Mesmo sabendo que ele está sendo acusado e será julgado por crimes de genocídio.
4. Como se fosse pouco, os aloprados de esquerda promovem um jogo chamado de: Jogo da Paz, em território palestino. Estranha-se que se faça um jogo para promover a paz, apenas com um dos lados. No local onde poderá ser realizado, os judeus não podem entrar. Então, dever-se-ia chamar de Jogo de Apoio à causa Palestina, pelo menos seria mais honesto e menos escamoteado. E não seria a primeira vez que Lula, através do seu PT se associaria a terroristas. O PT, Cuba, Chavez são membros do Foro de São Paulo compartindo assento com nada mais e nada menos do que as FARCS da Colômbia. (Na segunda semana de agosto, depois de receber muitas criticas, o tal jogo foi cancelado)
5. “Nunca na historia deste país”, como diz o Lula, vimos tanta troca de gentilezas, digna das simbioses carnais, entre os três parceiros, Lula, Amorim e Garcia com Chávez- O Louco. Mesmo sabendo que o venezuelano fornece armas (lançadores de foguetes AT-4) para o grupo terrorista narcotraficantes das FARCs, mesmo sabendo que Chávez- O louco, praticamente já fechou quase todos os meios de comunicação privado do país e o único que ainda resiste está proibido de fazer críticas e se desobedecer, será fechado. Mesmo sabendo que o descomposturado presidente Venezuelano está armando-se até os dentes e que planeja uma Guerra para implementar suas idéias malucas, nossos desconcertados e juvenis Amorim e Garcia adoram a idéia. Não se pode negar, no entanto, que Chávez é maquiavélico e encontra ressonância nos seus fãs brasileiros. Ao ver-se encurralado para explicar como as armas compradas a Suécia foram parar nas mãos dos terroristas-narcotraficantes das Farc, fez-se de vitíma e paralisou as relações diplomáticas entre Bogotá e a Venezuela.
6. Os três parceiros do Brasil, ainda esquecem que Chávez- O Louco, colocou à disposição das forças armadas russas os portos e aeroportos venezuelanos, sem falar nas manobras que poderão realizar próximo às fronteiras do Brasil. Para todo o acima exposto Amorim disse que “entendia as preocupações de Chavez” e que, pasmem, diminuiu o fato de terem encontrado armas da Venezuela em poder das Farcs dizendo: “ é apenas um episódio, não sei quando ocorreu e se ocorreu. É uma coisa desse tamanhinho”. Como pode-se ver as ações internas do governo Lula, que mantém uma economia estável, liberdade de ir e vir nos padrões de comportamento aceitáveis no mundo moderno, são completamente antagônicas com a política que o três parceiros esquerdistas aplicam no exterior ao aliar-se aos delinqüentes e assassinos internacionais.

domingo, 3 de janeiro de 2010

DESABAFO

Comparto com vocês um pouco dos bastidores das gravações que estamos realizando mundo afora.

Sempre viajamos com duas câmeras: Uma grande completa profissional, com bateria grande, lente com zoom, uma beleza. Uma câmera enorme e com todos os fios e cabos que saem dela, vê-se de longe que se trata de uma equipe profissional de televisão.

Também levamos uma outra pequena, igual a que muitos turistas usam em suas viagens familiares. Somos três viajando: Eu, como repórter, Flávio Arruda como cinegrafista e o Rodrigo Godoy como editor/finalizador.

Rodrigo, como editor sempre tem necessidades especiais de imagens detalhadas e para não encher nossa paciência, delegamos a ele a missão de gravar com a câmera pequena o que ele quer, e os detalhes que ele se especializou em gravar.

Em alguns lugares que vamos sempre pedimos, para desencarno de consciência, autorização as autoridades para gravar. Apesar de autorizações só serem, normalmente, necessárias para gravações que vão interromper trânsito, ou prejudicar o dia-a-dia das pessoas, sempre procuramos nos informar. Como nossas gravações são a estilo jornalístico, onde a maioria das vezes, nem tripé usamos, pouco incomodamos e muitas das vezes nem notam nossa presença.
MAS, a ignorância impera quanto à exigência de autorização para uma câmera grande e uma pequena. Com exceção do zoom, que a grande tem mais recursos, a imagem da câmera pequena é melhor e posso gravar da mesma forma que faço com a grande. Acreditem, em muitos lugares os inteligentes de plantão dizem: Só podem gravar com a pequena, a grande não. É tão ridículo, que em muitos lugares, deixamos a câmera grande no hotel e levamos a pequena e voltamos com o mesmo resultado. Gravamos e captamos a imagem. Não podemos, no entanto, fazer imagem à distancia e outros pequenos truques cinematográficos, mas resolvemos o problema.

Por outro lado, intriga-me o fato de muitas vezes não quererem que filmemos algo e surge sempre a mesma duvida na minha cabeça: O que será diferente neste lugar, depois que gravarmos? O que vai mudar? Que dano a captação da imagem vai causar ao local?

A pessoa que proibiu quer exercer seu poder de autoridade, que provavelmente nem tenha ou, por preguiça de perguntar a um superior se há problema, é mais conveniente e fácil dizer não. O não sempre é mais fácil. Tudo acaba no momento do não. Se o que recebeu o não, que é a maioria, der as costas e for embora, o problema esta resolvido e não se fala mais nisto.

Portanto, proibir de gravar em lugares públicos ou mesmo privados, em vias públicas, que sejam prédios, estátuas, monumentos, o que for, é antidemocrático e proibir de gravar com câmera profissional e permitir com uma pequena caseira, é ignorância e burrice.

Minhas Impressões sobre o povo grego

Aqui também estive por duas vezes. Na primeira vez não tive a oportunidade de conhecer muita gente e nem interagir, já que foram poucos dias e acabei no meio da maior greve e manifestação que Atenas já tinha vivido, (dezembro de 2008) depois do assassinato de um adolescente pela policia, que participava de uma manifestação estudantil, o que acabou desencadeando ainda mais em violência. Além de não poder ver nenhum lugar arqueológico ainda fui condenado, por recomendação do próprio hotel a ficar no quarto, até que as coisas acalmassem. Quando tudo ficou tranqüilo, era o dia do meu vôo de regresso.

Mas nesta segunda viagem, coincidentemente realizada exatamente, um ano depois. Deparei-me com outra greve e mais manifestação, desta vez por causa da crise econômica que vive o país que já comprometeu 13% do seu PIB. O povo e o país estão à beira da falência e de não pagarem seus compromissos, o que vai gerar uma nova escalada de protestos e pior, uma queda nas bolsas de valores de todo o mundo. É esperar para ver o que acontece nos próximos dois meses.

Mas voltando ao povo..... Para minha alegria nunca vi tanta gente linda e bem vestida em toda minha vida. Mas no quesito simpatia a nota é ZERO. Quero pensar, que por castigo do destino e dos deuses gregos, de novo, todos os grossos e mal educados gregos e gregas cruzaram o meu caminho nos cinco dias que lá passei. Simplesmente não quero acreditar que são assim. Recuso-me!

São tantos os adjetivos que poderia oferecer para definir os gregos que cruzaram o meu caminho, e insisto em achar que só são estes, que para não valorizá-los prefiro esquecê-los e guardar nas imagens a historia que tem a nos oferecer, incluindo os ensinamentos de Platão e Sócrates.

Minhas Impressões sobre o povo chinês.

Deparei-me com dois tipos de chineses. Aqueles da melhor idade que procuram manter viva suas tradições e conceitos do passado. Regularmente reúnem-se nos parques onde evocam seus antepassados através da dança e do canto. São na sua grande maioria, ateus e adoram o Mao Tse Thung. Pouco falam com estrangeiros e ignoram a modernidade e é difícil vê-los nos centros comerciais.

O outro chinês, é o jovem, antenado, moderno, atencioso e educado. Não exageram na simpatia, mas não medem esforços na cortesia. Este sabe tanto quanto qualquer outro jovem do ocidente em matéria de acesso à tecnologia e bons produtos. Com o passar dos tempos e a renovação da espécie, a China do futuro haverá de ser cada vez mais dinâmica, moderna e rica. Apesar da enorme falta de informação e acesso aos meios de comunicação livres e isentos, o jovem chinês vem aos poucos conquistando seu espaço. O governo conseguiu de forma espetacular unir o sistema comunista ao capitalismo e deu no que deu: A partir de 2010, será a potência econômica número um do mundo.

Minhas Impressões sobre o povo da Tailândia.

Na Tailândia, encontrei a gente mais alegre, mais harmoniosa que já tinha conhecido em minhas viagens. Um povo tão gentil que exageram no tratamento. Na forma que cumprimentam, é algo tão surreal que nos achamos uns bárbaros, se comparados aos gentis e educados movimentos dos tailandeses. A primeira impressão é que são pacatos, cerimoniosos, tímidos. Mas basta jogá-los na fogueira dos inferninhos espalhados por toda a Tailândia, para que se transformem nos mais afoitos, extrovertidos e nada pacatos festeiros do planeta. Só vendo para crer.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Minhas Impressões sobre o povo Indiano.

Este ano fiz a minha segunda viagem à Índia. A exemplo da primeira, lidei com gente simpática e, aparentemente, inocente. Saem do seu caminho para ajudar aos demais. Mas levaria horas para descrever as diferentes formas e conceitos criados em minha cabeça sobre o Indiano. Apesar de ter estado na Índia por duas vezes, ainda quero voltar. Tudo é tão surreal, tão diferente e não tão maravilhoso como mostram os cartões postais. Foi o maior choque cultural que já vivi. Um povo que é muito dedicado às coisas da alma e do espírito, e acho que talvez seja esta a razão que suportam e resistem viver em tanta miséria e sujeira. Afinal de contas é um bilhão de indianos e com quase nenhuma infra-estrutura. É um ato de sobrevivência diária. O filme Slumdog ou Quem quer ser milionário, sucesso em 2008 e ganhador de vários Oscar´s em 2009, retrata realisticamente o dia-a-dia deste povo e dos favelados. Os favelados brasileiros estão muito bem obrigado, se comparados, obviamente, com seus pares indianos. Mas o que mais impressiona é que não perdem o senso de humor e de cortesia. Impressionou-me muito. Quero voltar. Vou voltar!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Minhas Impressões sobre o povo Egipcio.

O povo no Egito é muito similar ao Jordano. A diferença básica fica na inconveniente e perturbadora insistência em vender e arrancar os dólares dos que visitam seu país. Cada estrangeiro é visto com se fosse uma botija de dinheiro a ser alcançada e esvaziada. Apesar de uma civilização de milhares de anos, pelo menos quatro mil anos, é decepcionante ver como pouco evoluiu. Vivem de forma atrasada e com pelo menos, 50 anos de diferença em relação ao Brasil, imaginem dos países desenvolvidos. É de fato uma viagem no tempo. Lembra em muito os filmes de Indiana Jones, cujo enredo acontece nos anos 30 e 40. Apesar de haver vários movimentos de liberação dos preconceitos que ainda vitimizam as mulheres, o sexo feminino ainda é tratado de forma deselegante e grosseira.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Minhas Impressões sobre o povo jordano.

O jordano é super simpático, alegre e acolhedor. Um povo de alma boa. Um povo genuinamente inocente e aparentemente ingênuo. Um grande coração. Na Jordânia, vivem muitos palestinos que preferiram sair de Israel para não continuarem vivendo baixo a pressão dos conflitos quase que diários. Já como parte integrante da Jordânia, os antigos Cisjordanos, têm o mesmo temperamento e comportamento, especialmente em relação aos turistas. São muito agradáveis e não medem esforços para ajudar e agradar. Como todo árabe sempre pronto para uma negociação.

É certo que lá também vivem muitos dos radicais que já conhecemos. Aqueles que preferem guerra à paz. Aqueles que têm seus corações e mentes corroídas pelo ódio causado pelo radicalismo religioso, que impede de pensar e ser sensato, que trava a lógica e impulsiona o irracional a agir. O ser humano radical perde o rumo e se acha na escuridão, onde vivem os desalmados.

É uma minoria que amedronta a maioria de boa-fé.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Minhas Impressões sobre o israelense.

Desde junho, quando iniciei uma série de viagens gravando documentários para o programa CNT Repórter, tive a oportunidade de rever alguns países e conhecer outros. Achei conveniente dividir com os leitores deste blog minhas impressões sobre o que revi, vi e conheci.

Israel

Minha primeira viagem foi à Israel. Encontrei uma mistura de raças, com sentimentos, interpretações, comportamentos, culturas, preferências, sabores e dissabores, que ao mesmo tempo em que se completavam, colidiam. Há o brasileiro/judeu, o russo/judeu, o americano/judeu (maioria), e assim por diante. Já imaginaram estas pessoas vivendo num país cheio de conflitos e disputas? Tanto encontro de culturas e ainda por cima uma religião ditando as regras? É muito difícil criar-se uma característica forte neste povo.

Israel como país, tem apenas 60 anos. Os mais jovens, já nascidos e criados em Israel, são ao mesmo tempo gentis e cuidadosos, amigáveis e desconfiados, simpáticos e valentes. Vivem temendo uma próxima explosão, aprendem desde cedo que aos dezoito anos, meninos e meninas passarão pelo exército e com enormes chances de participarem de uma guerra, nem que seja doméstica.

As outras características deste povo são o medo e o rancor.

Os mais velhos dependem da sua devoção religiosa. Os ortodoxos são grosseiros e radicais em sua maioria. Há exceções. Os demais são marcados por sofrimento e dor, mas propagam a esperança e o cuidado para que o foi duramente experimentado seja sempre relembrado. Carregam em suas almas, nos seus corações, nas suas mentes e principalmente, nos seus punhos, a marca de um passado tenebroso e difícil.