BLOG DO RONY CURVELO

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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Bem que eu disse!

Recentemente fui um dos primeiros, se não o primeiro, a publicar artigo sobre o fato do presidente Barak Obama ter recebido o prêmio Nobel da Paz em 2009.

Ainda quando as rádios e emissoras informavam ao público, sobre a notícia que fora divulgada por volta das 8 horas da manhã, meu artigo criticando os organizadores do prêmio, já podia ser visto e comentado neste blog.

Só nos dias seguintes, li com certo orgulho, os famosos colunistas e a maioria da imprensa internacional, repetindo a mesma linha de raciocínio que tive no momento do anúncio.

Agora, já passadas algumas semanas, tive a oportunidade de estudar e pesquisar sobre os vencedores anteriores e fazer uma breve análise sobre os mais recentes premiados e se de fato, mereceram tamanha consideração.

Em 1990, Mikhail Gorbatchev recebeu merecidamente, o prêmio. Ele foi o último presidente da União Soviética e o grande responsável pela abertura de uma das mais severas e cruéis ditaduras do planeta. Há 20 anos, atendendo ao pedido do Presidente americano Ronald Reagan, derrubou o muro da vergonha ( Muro de Berlim) que dividia ideologicamente um povo do mesmo sangue e origem: Alemão.

O mesmo Instituto aprovou e condecorou com o Nobel da Paz, dois que se mostraram cínicos, oportunistas e hipócritas: Yassef Arafat, da Palestina e Henry Kissinger dos Estados Unidos.

Eles receberam o prêmio, depois de apenas uma tentativa de conseguir a paz. O acordo mal feito e para inglês ver, afundou e em seguida reiniciaram duma nova guerra com suas contrapartes: Israel e o Norte Vietnam.

Por outro lado há um evidente e imperdoável erro e um grande e plausível acerto.

O erro imperdoável fica por conta de nunca terem dado a Mohandas K. Gandhi ou Mahatma Gandhi, como era conhecido, o prêmio Nobel da Paz. Ele que foi preso, condenado, participado de inúmeras greves de fome e por fim ser assassinado por buscar a independência do seu povo e a paz mundial.

O acerto foi premiar a quase santa Madre Teresa de Calcutá, também na Índia, por sua dedicação aos pobres e na defesa dos direitos humanos.

Não muito tempo atrás, publiquei artigo sobre o perigo que representa para a América latina um governante como Hugo Chaves da Venezuela e o sofrimento que ele ainda irá impor ao seu povo, cuja metade ainda insiste acreditar neste ator amador, só visto nos filmes Bollywoodiano*.

Lamento a cada dia ver que todas as minhas previsões e opiniões a cerca deste inimigo da humanidade livre estavam e estão certas.

A imprensa foi atacada e viu suas portas fecharem-se. Estações de TV, rádios e jornais que ousaram criticar, o ditador latino americano, foram punidas e já não existem.

O mais recente ataque ao povo, esta na exigência e determinação ao seu povo que só podem tomar banho por três minutos, com a promessa de punição caso seja contrariado e desobedecido.

O mais serio ataque à liberdade das pessoas até o momento foi a criação dos fiscais do movimento bolivariano que são as milícias oficiais que fiscalizarão, rua a rua, os possíveis focos de resistência e oposição ao governo ditador comunista.

Uma copia moderna e mais estruturada dos CDR’s criados por outro ditador já aposentado Fidel Castro. Os CDR’s e agora os comitês bolivarianos denunciam os cidadãos que se reúnem, conversem ou se manifestem contrários ao sistema. Os membros dos comitês organizam os atos de repúdio, nas empresas e nas ruas. Pais e mães de família, insatisfeitos com as regras do Fidel ou do Chaves, em Cuba e agora na Venezuela, respectivamente, são penalizados, humilhados com tapas, cuspidas na frente de seus colegas de trabalho ou na frente dos seus filhos para que assim, inibidos, não formem grupos e nem alimentem a esperança a outros que insistem em rebelar-se.

Em outro artigo falei sobre a política externa do presidente Lula e os “aloprados” ministros responsáveis pela política externa do Brasil e os erros que comentaram e aqueles que ainda iriam cometer.

Em recente entrevista fora do Brasil, Celso Amorim disse que fazer pactos e aproximar-se de lideres pouco confiáveis e perigosos como, Mahmoud Ahmadinejad, era de que “ o Brasil pode fazer o que quiser na política internacional”. A frase boba mostra a fragilidade da nossa política exterior e os erros que não param de serem cometidos. Lula e Amorim brincam de revolucionários fora do Brasil, uma vez que aqui dentro não espaço para tamanha asneira.

Outro grande erro foi acasalar-se com o presidente que foi acusado, julgado e condenado pela mais alta corte de justiça de Honduras.

Resultado: Os Estados Unidos deram uma aula de como por fim a uma conflito bananeiro e legou ao Brasil o desafio de defender-se em cortes internacionais da acusação de meter-se em assuntos internos de um outro pais. Bem-feito!

Um comentário:

  1. Olá Roney:
    GHANDI nunca ganhou um premio Nobel porque ele sempre foi um dissidente político ou um herege. Dissidentes políticos ou hereges são aqueles indivíduos que o poder instituído costumava ( e ainda costuma) taxar e assim convencer a multidão ou massa de manobras para condenar tais “inimigos” quem não concordavam ( ou não concordam) com seus interesses de poder político. Minha admiração pelos hereges é indisfarçável, pois herege é o que faz a escolha que, mesmo podendo ser feita, não deveria a menos que tenha a coragem suficiente de arcar com as consequencias e de colocar a cabeça a premio. É uma palavra que apenas se encontra na boca de quem se sente contrariado, nunca na boca de quem contraria, porque a escolha feita por quem sofre a sentença de que é um herege é a escolha de não se submeter à hegemonia representada por quem pode assim sentenciar. Portanto, heresia não é uma questão sobre a verdade das coisas, mas sobre quem acha que manda de verdade. Por exemplo, do ponto de vista dos sacerdotes, os profetas sempre foram hereges. Do ponto de vista dos mandatários do poder romano e dos seus aliados políticos os fariseus e escribas, podemos dizer que Jesus também foi um herege. Quem levanta a suspeita de heresia não é quem está ingenuamente interessado na verdade, mas quem precisa se livrar de alguém que ameaça sua condição de dono da razão. O herege assalta o que se sente no direito de ter a última palavra. Declarar que alguém é um herege é bem mais que dizer que ele discorda de suas idéias, mas sim é fazer convergir sobre ele toda a violência acumulada em uma sociedade por seus medos, culpas, inadequações, acidentes, injustiças, frustrações. Declará-lo herege é eliminá-lo de sua influência no destino de uma comunidade, como quem se livra do próprio mal da humanidade. Pena que o povão sempre foi ignorante e manipulado e pouco se importa com o verdadeiro conceito de heresia. Mais, não podemos nos esquecer que a história é escrita pelos vencedores.
    Nota: Existe um livro interesante cujo título é “A Última Semana: um relato detalhado dos dias finais de Jesus” de Marcus Borg e John Dominic Crossan / Editora Nova Fronteira, 2006 / Tradução: Alves Calado / Websites dos autores: A Portrait of Jesus / John Dominic Crossan / Jesus and Paul, que nos dá uma boa idéia de como age o poder instituído quando quer acabar “legalmente”com um dissidente. Vale a pena ler.

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